Você entra nesta matéria para entender por que a ESRB nos Estados Unidos não vai seguir o exemplo da PEGI na Europa ao usar itens pagos aleatórios para decidir a classificação de idade dos jogos. A ESRB diz que isso pode ser confuso para os pais e que é preciso manter o foco no conteúdo e no contexto, com avisos sobre compras dentro do jogo ao lado dos rótulos. Enquanto isso, a PEGI anuncia mudanças com novas categorias que entram em vigor em breve, mudando a forma como alguns jogos populares são vistos. O artigo mostra como isso pode impactar as suas escolhas e a informação que você recebe antes de deixar seus filhos jogar, quais jogos já estão na mira e como as classificações podem mudar.
- ESRB não vai seguir a PEGI e não usará itens pagos para mudar a classificação
- PEGI adiciona categorias para loot boxes e compras dentro do jogo
- Mudanças entram em vigor em junho e jogos existentes podem ser reavaliados
- Pais vão receber avisos sobre jogo online e gastos, sem influenciar a faixa etária
- Exemplos citados: jogos populares podem ganhar classificação mais alta com as novas regras
Classificações de idade nos EUA não vão seguir alterações da PEGI, diz ESRB
O que a PEGI mudou
Você precisa saber que a PEGI anunciou mudanças significativas em sua forma de classificar jogos na Europa. Eles introduziram quatro novas categorias de idade para refletir melhor riscos associados a recursos como itens aleatórios pagos, que muitos conhecem como loot boxes. As mudanças vão além do conteúdo do jogo e tentam captar impactos de monetização para jogadores jovens. Elas entram em vigor em junho, o que significa que, a partir desse mês, os títulos passam a ser reavaliados sob as novas regras.
Entre os exemplos citados pela PEGI, alguns jogos podem ver a classificação subir bastante. Um título esportivo ainda não lançado pode sair de PEGI 3 para PEGI 16, e um jogo da linha Pokémon Pokopia poderia aumentar de PEGI 3 para PEGI 7, por incentivar os jogadores a retornar ao jogo, enquadrando-se na nova categoria criada para esse tipo de experiência.
Como o ESRB reagiu
Segundo autoridades da ESRB, a mudança europeia não é algo que eles pretendem adotar nos Estados Unidos. Eles argumentam que misturar critérios de conteúdo com recursos de compra dentro do jogo pode confundir os pais. Em vez disso, a ESRB mantém a prática de avisar separadamente sobre características online e gastos em jogos, sem que esses fatores alterem diretamente a faixa etária atribuída ao título. A ideia é manter transparência sem transformar itens de monetização em parte da classificação de idade.
Impacto esperado em jogos e prazos
A ESRB também sinaliza que não há planos para reclassificar tudo já lançado com base em critérios que não sejam estritamente sobre o conteúdo do jogo. A agência explica que só jogos enviados a partir de junho passarão a ser avaliados pelas novas diretrizes adotadas pela PEGI, e que a reavaliação de catálogos existentes envolve um processo mais complexo. Ainda assim, a PEGI afirmou que continuará monitorando a situação de títulos já no mercado e que a reavaliação de produtos legados vai ser tratada com cuidado.
A PEGI reforçou que tem acumulado dados ao longo de sete anos sobre a presença de compras dentro do jogo e itens pagos aleatórios, usando esse histórico para orientar a implementação das mudanças. Esse acompanhamento ajuda a entender melhor como as práticas de monetização afetam jogadores jovens ao longo do tempo.
Conclusão
Você percebe que a ESRB não pretende adotar as mudanças da PEGI e continuará a basear a classificação no conteúdo e no contexto, mantendo avisos separados sobre compras dentro do jogo sem que itens pagos alterem a faixa etária. Você verá que a PEGI está introduzindo novas categorias para loot boxes e compras dentro do jogo, com vigência a partir de junho, o que pode levar reavaliações de títulos existentes. Para você, isso significa mais transparência: avisos sobre jogo online e gastos, sem que isso mude diretamente a classificação. Em resumo, mudanças podem levar alguns jogos populares a receberem classificações mais altas, mas o objetivo é oferecer informações mais claras para orientar suas escolhas como pai ou responsável.